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01/07/2020 20:32 Por Ederson Lopes

Igreja brasileira colhendo o que semeou

Gálatas 6: 7. Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Por Ederson Lopes

Os tristes eventos ocorridos nos últimos dias no Brasil e no mundo nos deixam apavorados e até nos faz perguntar o que mais falta acontecer?
Talvez a pergunta a se fazer nem seja essa, mas por que isso está acontecendo? O ciclone ocorrido na região central do Sul do país, por exemplo, é um fenômeno incomum em nosso país. A pandemia do Covid 19 está tornando o Brasil um dos países mais devastados em número de mortos, com hospitais lotados, sem vagas para leito, muito menos UTI. Autoridades políticas são presas em operações policiais com frequência por desviar o pouco dos recursos que sobraram em um país em colapso. Enquanto não existe remédio com comprovação científica quanto à sua eficácia no tratamento, a classe médica não recomenda aos infectados tomarem os remédios que têm produzido eficácia na prática. Pois muitos “desobedientes” se arriscaram buscando alívio em medicamentos como Hidróxido de Cloroquina, Ivermectina, Azitromicina, Dexametasona e outros, pois como diz o velho ditado: quem está morrendo afogado não escolhe barranco.
Quanto à economia, o que vemos é uma coleção de falecimentos de CNPJs. Os decretos de isolamento social, vêm causando uma queda brusca na produção e no consumo, empurrando o número de desempregados para a estratosfera. Os economistas não vêm expectativas por melhoras, pelo menos a curto e médio prazo.
E qual a razão de tantas notícias desanimadoras? Não seria uma dívida da nação com quem controla tudo isso? E se a fatura chegou? Ou alguém acredita mesmo que a lei da semeadura é falácia? Não é isso que a bíblia ensina, pois foi o que o apóstolo Paulo disse em Gálatas: Tudo que o homem semear, isso também ceifará.
Alguém se lembra em tempos não muitos distantes nesse país onde a família, a maior instituição da terra, começou a ser ignorada e ridicularizada, e que defender a célula mater como sendo a união de duas pessoas de sexo diferente era preconceito e homofobia?
Alguém se lembra quando “artistas” queriam fazer com que crianças tocassem na genitália de homens nus em teatros, fazendo com que nossas crianças perdessem a inocência e o significado de anjos?
Alguém se lembra de políticos desviando bilhões de reais quando o país do futebol foi sede de uma copa do mundo e de uma olimpíada, deixando milhares de enfermos morrerem em portas e corredores de hospitais que nem poderia ser chamado de hospital, por causa das instalações abandonadas e sem médicos?
Alguém se lembra quando um renomado personagem do nosso país disse que não dava pra fazer copa do mundo com hospitais, com ar de deboche?
Alguém se lembra em que momento boa parte das igrejas deixaram de se preocupar com as almas e a prioridade passou a ser as campanhas de arrecadação de ofertas e dízimos, ao ponto de demonizar e amaldiçoar os não dizimistas e não ofertantes?
Alguém se lembra de quando boa parte da liderança evangélica brasileira deixou de lado a função de pastor para se dedicar à política, chegando ao mais baixo nível, ao ponto de trocar apoio por nomeação de “fiéis” em repartições públicas?
Alguém se lembra de pastores que deixaram de conduzir suas ovelhas para o céu e passaram a conduzir para um partido eleitoral, não dando possibilidade de escolher qualquer candidato à não ser o “indicado pela igreja”?
Fala sério, achamos que ia ficar por isso mesmo?
É evidente que a igreja no Brasil está perdendo a maior possibilidade de crescimento como nunca houve. Se ao invés de ter passado os últimos 30 anos visando a ostentação patrimonial e o poder político, tivesse investido em programas assistencialistas eficientes e agressivos, hoje milhares e até milhões de vidas estariam se rendendo a Cristo por esse viés.
Infelizmente não é isso que temos visto. O que se percebe é uma igreja tímida, preocupada com a queda na arrecadação pela impossibilidade de realizar cultos.
Para fomentar um pouco mais a crise, algumas lideranças religiosas envergonharam o evangelho, embalados pela teologia da prosperidade. O evangelho sem cruz produziu descrédito sem precedentes à categoria, prometendo coisas que a bíblia nunca prometeu aos crentes. Agora só resta nos humilhar diante da poderosa mão de Deus, pois coisa terrível é cair nas mãos de um Deus vivo.


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